28/10/2009
Dados da PNAD sobre Trabalho Infantil e Educação
Fonte: PNAD - IBGE
 
 
Com base em dados da PNAD 2007 e 2008, verifica-se que, como no restante do Brasil, a situação dos jovens de Mato Grosso está longe de ser a ideal. Para se ter uma idéia, no nosso estado, cerca de 13 mil crianças e adolescentes de 7 a 14 anos estão fora da escola, e pouco mais de 23 mil são analfabetas. Já no grupo dos 15 aos 17 anos, 20,4% estão fora da escola, o que representa cerca de 33 mil jovens. Para os maiores de 15 anos, a taxa de analfabetismo chega a 10,1%.
Das crianças matriculadas na 1ª série de Ensino Fundamental em Mato Grosso, 69,6% conseguiram concluir este nível, e dos adolescentes matriculados no Ensino Médio, este percentual cai para 37,6% (MEC/Inep, Censo Escolar 2006).
Já com relação à taxa de frequência escolar líquida do estado, que mede a proporção de pessoas de uma determinada faixa etária que frequenta a escola na série adequada, em relação ao total de pessoas da mesma faixa etária, esta é de 92,9% para a faixa de 7 a 14 anos, mas somente de 47,8% para a faixa de 15 a 17 anos. Isto pode ser reflexo da não obrigatoriedade do ensino médio no Brasil.
Em 2007, na faixa etária dos 10 aos 14 anos, cerca de 28 mil jovens possuíam algum tipo de ocupação, sendo que 50 mil eram economicamente ativos. A pesquisa nos mostra também que na faixa etária em questão não houve número significativo de trabalho com carteira assinada.
É claro que o trabalho infantil não é necessariamente o fator determinante do afastamento das crianças e adolescentes da escola, mas em muito contribui para que isto ocorra. De acordo com o Relatório Emprego, Desenvolvimento Humano e Trabalho Decente (Cepal/Pnud/OIT. 2008), 19% das crianças e adolescentes brasileiros que trabalham não estudam e aqueles que ainda conseguem freqüentar a escolar apresentam dificuldades de aprendizado, devido ao cansaço e ao reduzido tempo para se dedicarem às tarefas escolares.